CDN Comunicação 11.05.2017

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fototratada cdn talks

A pós-verdade está na vida das pessoas há alguns anos, mas agora ganhou notoriedade com a propagação de notícias falsas. Porém, “há consequências para quem produz e também para quem compartilha conteúdo falso”, afirmou o advogado Leandro Bissoli, especialista em direito digital, durante o CDN Talks, promovido pela CDN Comunicação em parceria com a UNIBES Cultural, na última terça-feira. “É um recorte que a pessoa faz, ou não, intencionalmente”, reforçou o jornalista e estrategista digital Diego Iraheta, editor-chefe do HuffPost Brasil.

Iraheta alertou que a pós-verdade não é necessariamente uma mentira que ganha publicidade facilmente na internet, mas que pode ser uma interpretação de fatos a partir da emoção do autor. “Com a crise de legitimidade do jornalismo, as pessoas estão se informando cada vez mais por meio de sites, blogs ou pessoas com viés político do que por meio de canais tradicionais da imprensa”, comentou. O editor-chefe do HuffPost Brasil disse ainda que no caso da imprensa tradicional o problema não é o veículo ter um posicionamento editorial pró ou contra uma visão política, mas é deixar que isso reflita na cobertura jornalística.

Leandro Bissoli, abordou os aspectos legais em torno da pós-verdade. “Hoje, a tecnologia nos permite encontrar o autor de um boato e ele pode responder legalmente se a parte prejudicada acionar a justiça”, garantiu.

“Não nos damos conta que até reclamações sobre determinado produto ou serviço em sites de queixas podem ter sido manipuladas pelo concorrente, por exemplo. É preciso ter cuidado porque temos instrumentos legais para monitorar quem intencionalmente produz algo para denegrir a imagem de uma pessoa ou empresa ou apenas compartilha”, finalizou.