CDN Comunicação 20.12.2016

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Por Luis Sobral, diretor executivo da APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte)

O jornalismo tradicional vem passando por uma flagrante crise, perdendo cada vez mais espaço para as novas mídias. Isso se dá principalmente pela mudança da relação entre os tempos da mídia e do consumidor. Anteriormente, era o tempo da mídia que pautava o consumidor. Essa lógica, no entanto, vem se invertendo depois do acesso à tecnologia on demand.

As mídias tradicionais passam por um círculo vicioso provocado pela queda de faturamento, provocando assim redução de investimentos em tecnologia e profissionais capacitados, o que resultou em conteúdo mais superficial e de qualidade inferior, levando à queda do interesse do consumidor. Isso significou nova perda de faturamento e fez a mesma roda girar mais uma vez, criando um cenário que piora a cada volta.

As redes sociais, por sua vez, têm atendido ao anseio do público de ser informado no tempo em que ele quer e precisa. É por esse motivo que há dois anos, a Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA) tomou a decisão de deixar de investir em publicações num guia semanal, para impulsionar os seus posts nas suas próprias redes sociais.

Com isso, triplicamos o nosso alcance e reduzimos para um terço os investimentos que fazíamos em publicidade. Além de atingirmos um público maior com as redes sociais, produzimos conteúdo direcionado, tanto geograficamente – já atuamos em todo o Estado de São Paulo – quanto em termos de linguagem, sempre adaptada para os públicos específicos de nossos projetos, programas e equipamentos.

Além desse dinamismo de linguagem, precisamos sempre estar atentos a um equilíbrio. Estimulamos uma certa irreverência em nossos conteúdos – algo que a cultura não apenas nos permite, como nos demanda – mas sem perder a seriedade que uma organização social de nosso porte exige.

Os melhores resultados que obtivemos estão ligados à capilaridade. Alcançamos muito mais público quando os artistas, produtores e companhias compartilham nossa agenda em suas redes, através de compartilhamentos, tags e hashtags. Além dessa informação chegar a mais pessoas, mais pessoas chegam até nós também.

Nossa presença nas redes sociais nos tem sido bastante benéfica e isso tem se convertido em público. Nosso grande desafio, contudo, é manter as pessoas interessadas nas produções culturais que exigem a presença do público. Não dá para comparar um espetáculo ao vivo com os vídeos disponíveis pelo YouTube ou WhatsApp. A cultura tem papel fundamental no desenvolvimento civilizatório e é uma ferramenta crucial para que as pessoas não caiam no isolamento virtual.

 

Crédito_Ariana De Maio_APAA_CDN Comunicação