CDN Comunicação 22.12.2016

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Por Fernando Pesciotta, vice-presidente da CDN Comunicação

O ano vai acabar na semana que vem. Pelo menos é o que o calendário promete. E pouca gente vai ter saudade de 2016, especialmente nesse nosso mundo da comunicação. Para quem gosta de fortes emoções, a boa notícia é que 2017 pode não ser muito diferente. Será um ano de reformas que podem gerar reações. Instabilidade política com novas delações. E um mercado de comunicação que vai tentar acompanhar tudo de perto. Para as empresas, um conselho: prestação de serviço será um gesto novamente visto como acolhedor pelo consumidor, que vai pedir carinho e atenção para não se sentir ainda mais perdido.

Para nós é difícil ter saudade de um ano que pode ser sintetizado em dois episódios: num único dia, o Brasil teve três presidentes, e a forma com que Donald Trump foi eleito nos EUA, com seis efeitos sobre o mercado global.

Mas não foi só isso. Teve o processo de impeachment e sua consequente incerteza para os mercados, mais denúncias, a Lava Jato, o Judiciário enfrentando o Legislativo, que pressiona o Executivo, o Brexit. Porém, também teve a Olimpíada, que motivou exposição recorde e positiva do Brasil no mundo.

Esse cenário faz todo mundo ficar mais conectado. Os acessos aos sites de notícias avançaram, assim como o uso das redes sociais.

Esse foi um dos motivos que nos levaram a pesquisar como as pessoas se informam e como o brasileiro vê as informações que estão nas redes. Nem esperamos o Facebook dizer que ia tomar providências contra as notícias falsas.

Com a pesquisa que fizemos com o Instituto Ideia descobrimos que a maioria dos brasileiros dá mais credibilidade às informações de um veículo formal de comunicação. Entre acreditar num amigo ou na Folha, O Globo, Estadão ou UOL, o usuário das redes prefere a imprensa. Se fôssemos a campo agora, depois da anunciada ação do Facebook, talvez encontrássemos um resultado ainda mais consagrador para os veículos.

O ano que vem também deverá ser desafiador. A instabilidade política tende a continuar, a economia ainda não será uma Brastemp e o brasileiro continuará superligado. Fazer comunicação vai exigir profissionalismo e criatividade. Tudo que temos em casa, certo? Então, que venha 2017.

 

Fernando Pesciotta